mágicas melodias inventam cascatas,
em olhos de água desenhados.
Pintando, na nostalgia de um entardecer,
lágrimas que gota a gota,
compõem um oceano de sonhos,
onde uma lua rodeada de estrelas,
absorve o som melódico do ping-ping
que adormece qualquer sentimento tardio.
Lá em cima, onde tudo parece possível,
uma desajeitada gaivota,
desenha em círculos tolos o caminho da liberdade… como se o céu lhe pertencesse.
Lentamente,
um voo raso faz com que a pequena ave
pouse na areia dourada de uma praia
perdida algures,
deixando na areia lisa,
marcas suaves
que a brisa ia lambendo docemente… apagando qualquer rasto da inábil ave,
sobre o manto de areia
que o mar ternamente beija.

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