De tanto ser tua,
invento contigo novos carinhos
para levar-te da tristeza
à festa rubra do nosso amor,
na rua,
nos abraços,
em sobressaltos de beijos roubados.
Mostro-te minhas belezas,
desato alguns segredos quase infantis
e outros que vergam teus ombros.
Mostro-me em carícias
e teus olhos,
em ondas,
tomam imagens,
acolhem o toque,
abismados da minha nudez.
Somos apenas nós dois
e o mundo se perde em ais,
treme em confusão diante de tanta entrega.
Dou-me às tuas mãos escultoras,
dou-me e ressurjo delas
em deslumbramentos.
De tanto ser tua,
esqueço o vestido
e me cubro com teu corpo.
De tanto ser tua,
durmo o teu sono
e acordo em ti
como flor em jardim de Monet.
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